Para uma cidade poder tornar-se Santuário, se faz necessário que esta seja um centro de peregrinação, com significativo fluxo de romeiros e um motivo especial. Do mesmo modo, para tanto, é exigido a declaração oficial dada pelo Bispo Diocesano. A Igreja Matriz de Córrego, ao longo dos anos veio acumulado todas estas condições. Deste modo, no Livro do tombo da Paróquia, consta um termo de Visita Pastoral de Dom Antônio Augusto de Assis, onde ele afirma; “...Anunciamos aos fiéis as indulgências plenas e parciais que o Ss. Padre o Papa Pio X concedeu a este Santuário”. A partir de agosto de 1911 a Paróquia de Córrego do Bom Jesus esteve sob os cuidados dos Revmos. Padres Carmelitas Descalços. A comunidade, constituída por quatro Padres e dois Irmãos, estava sob a Direção de Frei Arcanjo Bindi, sendo sob seu paroquiato que a Matriz de Córrego tornou-se Santuário. Os Carmelitas deixam a cidade no ano de 1923, porém sua passagem fica registrada por uma rua que foi nomeada “ Rua dos Carmelitas”. A partir de 1923, os Vigários de Cambuí passam a atuar como Vigários Ecônomos de Córrego. Posteriomente, a paróquia passa a ter párocos residentes: SARCEDOTES ENCARREGADOS E VIGÁRIOS DA PARÓQUIA Pe. Vicente Maria Sansone – nomeado a 8 de fevereiro de 1899. Pe. Paulo Mastalli: Pe. José da Silva Figueiredo Caramuru – novembro de 1899 a 1905. Pe. José Gomes da Conceição: Pe. Agostinho Martinelli: Pe. Alberto Brigadão - 1905 a 1907 Pe. Oscar Sampaio de Maria Auxiliadora 1909 Pe. Edmundo de Castro Pe.Saturnino José de Paula Conceição 1910-1911 Pe. Marcelino Dorelli 1911-1913 Pe. Mauro de São José 1913-1914 Pe. Brocardo Colonelli 1914-1918 Pe. Nicolau de São José 1918-1920 Pe. Anselmo da Beata Virgem 1920- 1922 Pe. Joaquim de Oliveira Noronha ( 1923-1927) Pe. Antônio Pascoal ( 1927- 1941) Pe. João Carvalho e Pe. Lúcio Remuzat Rennó ( 1941- 1946) Pe. José Arlindo Magalhães – Pe. Theodósio Sassaki – Mons. Aristeu Lopes; Pe. Antônio Noronha ( 1954- 1965) Pe.Jair Ferreira de Faria ( 1966- 1967) Côn. Foch Morais de Teixeira ( 1968 a 1988) Pe. Antônio Lúcio Pe Arlindo Francisco da Rosa Pe. Maurício Pieroni permanecendo este até 1995. Mons. Afonso Ligório Rosa, tomou posse na paróquia a dois de março de 1995. Faleceu no dia 7 de fevereiro de 2000, sendo sepultado na cidade de Cambuí, sua terra natal. Em 4 de janeiro, tomou posse como Pároco o Revmo. Mons. Antônio Marques Ferreira, transferido da Pároquia de Carvalhópolis. Atualmente o Pe. Encarregado pelo Santuário é o Pe. João Vianney Coutinho. FESTAS RELIGIOSAS Matriz - Santuário do Senhor Bom Jesus - Festa do Bom Jesus - 28 de julho a 6 de agosto.
A IMAGEM DO SENHOR BOM JESUS
A imagem pesando cerca de 70 KG figura um dos passos da Paixão de Jesus. Flagelado e coroado de espinhos, é apresentado ao povo pelo juiz – com as mãos atadas e o olhar voltado para o céu, o seu semblante exprime serenidade numa perfeita expressão de dor. A data de fabricação embora desconhecida é supostamente pertencente ao 3º quartel do século XIX. Em 1920, o artista Francisco de Aragem e o pintor José Saragozza, provenientes da cidade de São Paulo, fizeram uma restauração na Imagem do Senhor Bom Jesus. Não há, porém registro sobre o tipo de intervenção. Ressalta-se que restauração da Imagem ficou em Cinco Contos de Reis (5.000:000$). Em 1992, atendendo a pedidos da comunidade, o Pe. Maurício Pieroni encaminhou a imagem à artista plástica Paula Skau, da cidade de Campanha, para ser restaurada. Pertencente ao arquivo da Igreja Matriz, Santuário do Senhor Bom Jesus, a Imagem do Senhor Bom Jesus, está localizada no retábulo–colateral da edificação. O local no decorrer dos anos tornou-se rápidamente um centro de peregrinação, com grande fluxo de peregrinos. Anualmente no dia 06 de agosto (Dia da Festa do Senhor Bom Jesus) a Imagem do Bom Jesus sai em procissão pela cidade por sobre um andor decorado, sendo venerado e adorado pelos fiéis. |
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