Segundo historiadores, o ouro teria constituído o principal fator de atração para a população que se fixou na região. Porém, antes da chegada de paulistas e portugueses os índios deixaram testemunhos importantes como objetos indígenas encontrados nas terras do município. A fundação do povoado se deu entre 1865-1870. Em 3 de março de 1965, Joaquim Bueno de Morais, fazendeiro local, e sua esposa Dona Dionisía Bueno de Vasconcelos deliberaram fundar o povoado mediante a doação de um terreno de sua propriedade para a construção de um patrimônio exigido pelas leis eclesiásticas a todos que desejassem provisionadas as suas igrejas. Neste sentido, foi passado um documento particular, e somente 7 anos mais tarde submetido ao processo canônico. Esta capela viria a ser erguida em honra do Senhor Bom Jesus. A sombra da capela, prosperou o povoado de Bom Jesus do Córrego, recebendo este nome em função do Santo Padroeiro e ao ribeirão que atravessa as terras doadas. Reunidas as principais autoridades do bairro de Córrego, aos 25 de agosto de 1872, no intento de dar prosseguimento as obras, é eleita a Comissão de Obras. Após as primeiras iniciativas, é de unânime consenso a necessidade de aquisição de uma imagem do Padroeiro Senhor Bom Jesus. Para tanto, foi disposta pelo Sr. Joaquim Vicente da Silva Paranhos, membro da Comissão, uma importância de quatrocentos e tantos mil réis para a aquisição da referida Imagem. A obra, confeccionada em Portugal, na Oficina de Pintura e Douradora do Sr. João Teixeira, localizada no Largo dos Mártires da Pátria, cidade do Porto, é atribuída ao bem conhecido escultor português Manuel Soares de Oliveira e ao dourador João Teixeira. Lê-se em vários jornais como o Comércio do Porto de 17 de junho de 1873, o Progresso Comercial, A Palavra, Primeiro de Janeiro e o Jornal da Manhã referências acerca da qualidade deste trabalho, tecendo louvores a seus executores, reiterando o fato da primazia da obra a ser destinada a uma das cidades do Império. Chegada ao Brasil em 1873, segue do Rio de Janeiro até Jaguari, hoje município de Camanducaia, em carro de boi, sendo ovacionada e transportada pelo povo. A procissão seguiu por ruas cobertas de flores e folhas, ao longo de casas com janelas enfeitadas para a solene ocasião. A entrada da Matriz foi pedido um Pai-Nosso, pelo Revmo. Padre João Borges de Figueiredo, por intenção daquele que mandou vir de Portugal aquela imagem reconhecidamente perfeita. A primeira Festa do Bom Jesus acontece sem a Imagem do padroeiro, que somente iria chegar em setembro de 1873. Em 1923, a Igreja Matriz - Santuário do Senhor Bom Jesus, passa por reformas e ampliações, devido ao aumento do número de fiéis. O Distrito foi se desenvolvendo, e o desejo de emancipação era cultivado desde o tempo dos coronéis. Diversas tentativas de emancipação administrativo-politico foram abortadas em função da importância do Distrito de Bom Jesus do Córrego, como chamado até então. No ano de 1949, em um manifesto em praça pública, o povo manifestou sua vontade de emancipação. Finalmente, no dia 12 de dezembro de 1953, pela Lei nº 1.039, foi criado o município, a mesma Lei elevou a vila à categoria de cidade mudando o nome do lugar para Córrego do Bom Jesus. Em 1972 é construída a atual Igreja pelo Vigário Pe. Foch Moraes Teixeira, juntamente com o povo e uma Comissão, como pode ser constatado a placa comemorativa aludindo à inauguração. |
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